É algo maior que uma máscara. Lembra mais uma armadura.
Eu não deixei de fazer meus martírios diários e minhas desculpas esfarrapadas ainda estão perdidas em mim. Os primeiros escondi por debaixo dos olhos, as segundas ainda faço em silêncio. Não que isso seja melhor pra mim. Pra alguém é.
Ver que as pessoas não têm de se preocupar comigo me deixa bem mais à vontade pra continuar. Eu sei, é ridículo isso. Mas é que vendo cada um seguir a linha a que foi destinado, sem ficar parando pra desatar um nó e outro provocado por mim, me deixa mais tranquilo.
Eu tenho optado por deixar de falar a falar e machucar alguém. Tem sido assim. Acho que tenho pólvora ao invés de saliva. Mas toda noite, antes de dormir, tento me perdoar pelo que não disse, tento me conformar com os sorrisos das pessoas que gosto.
Os sorrisos deles são os meus.
sábado, 22 de agosto de 2009
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