Creio que uma das poucas coisa das quais eu me orgulho é não ter vivido isso.
A gente percebe que algo está errado quando um microfone vale mais que o conjunto de vozes amigas. Sabe qual o preço de uma palheta? A mais cara, uma 'strimberg original' é no máximo cinco mangos. Se você for onde eu compro, eu convenço o tatooman a lhe vender pela metade do preço. Uma de cinquenta centavos, eu tenho uma dessas, traz uma baita felicidade.
Palheta não faz acorde.
Eu fiquei sabendo de histórias em que uma palheta custou pessoas. Incrível que, como se não bastasse a troca de um objeto por UMA pessoa, o pequeno pedaço de plástico foi trocados por VÁRIAS vidas.
Juro que gostaria de saber o que passa na cabeça de alguém que vê em seis cordas de aço algo maior que uma risada na frente do portão. Juro que gostaria de saber se vale a pena trocar beijos por fama; trocar os próprios nomes por símbolos, com a intenção de se tornar do mundo pop.
No meu mundopop eu vejo pessoas que fizeram isso valer a pena. Eu vejo um cara que apanhou a infância inteira, aprendeu a cantar e morreu em cima da imprensa. Eu vejo uma trupe que se recusa a vender tuas músicas. Eu vejo um cara que saiu do nordeste pra tentar a vida do outro lado do Brasil. Eu vejo uma guria que se despediu mais que se encontrou. Eu vejo pessoas que me deram a vida. Eu vejo um cara que ajudou sequer conhecia. Eu faço meu mundo pop.
Eu me recuso a acreditar na existência de pessoas que morrem a fim de se transformar em algo que não são. Eu não sei se elas nascem numa manhã de domingo e pensam: 'Ah, hoje vou subir no palco de quem?'. Não sei se o cartão de crédito delas se transforma numa festa como ratos viram cavalos e abóboras carroagens. Não acredito que elas realmente não enxergam que a maioria das pessoas que idolatram vão dar as costas a elas na primeira oportunidade. Com o bolsocheio e uma alma vazia.
Sabe, eu tenho desprezo. Galinhas deveriam rosnar.
sábado, 15 de agosto de 2009
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Foi O POST rs
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