sábado, 29 de agosto de 2009

Nostalgia.

São muitos os títulos que se encaixariam nesse texto. Um deles é teu nome.

Eu já ensaiei todos meus rostos de surpresa, tropecei em todos os pontos estratégicos, consumi todos os abraços que podia. Qualquer barulho no portão parece ser você chegando, qualquer passo a mais no fundo de casa parece sair do teu allstar vermelho.

Eu mesmo vou arrumar teu quarto. Já deixei dois travesseiros juntos, pra tua cabeça ficar pouco mais levantada que o corpo. Passei a tarde arrumando o ventilador- se não estiver calor não precisa usar, tenho medo de você estranhar o sol daqui-. Falando em sol, a gente vai ver as estrelas de que eu sempre te falei. Já limpei a área várias vezes, conheci como o vento pode ser chato quando a gente tenta tirar as folhas secas do lugar. Nós podemos ficar ali.

Pedi pra minha mãe fazer aquele negócio com chocolate que você tanto gosta. Separei as fotos que ela pode mostrar e as que eu não quero que você veja [nestas estão inclusas as da minha formatura do fundamental]. Fica tranquila, eu já disse que você é bem tímida, ela não vai estranhar.

Meus amigos vão ficar histéricos. Sempre contei de você pra eles. Uns até acham que é mentira, outros me pediram pra desistir. Eles só falam porque não viveram o que a gente viveu.

Eu posso te mostrar o ponto mais bonito da cidade. Ela não tem nenhuma catedral, torre ou relógio, mas se observada de longe tem lá seu charme.

Vou te apresentar os lugares que me escondem quando acontece alguma coisa. Vou te mostrar as pessoas que me abraçam quando a lua cai.

Toma cuidado com o meu cachorro. Ele não é muito normal.

Sabe, pode ser o dia mais feliz da minha vida. Nunca reuní tudo que eu gosto num só lugar. Deve ser bom.
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*escutando cazuza/ rs

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