http://danilogentili.zip.net/
http://casadanegrita.wordpress.com/2009/07/28/acusado-de-racismo-danilo-gentili-tera-seus-comentarios-e-analisados-pelo-ministerio-publico/
http://www.pgr.mpf.gov.br
Dizem que bananas serão analisadas pelo Ministério Público Federal.
Eu acabei de ler sobre isso e achei absurdo o suficiente pra escrever aqui. [É, estou sem assunto.]
Danilo Gentili, repórter já experiente do CQC, está sofrendo ameaças cordiais [porque a única diferença entre um post no twitter e um artigo na constituição é que o twitter pode ser atualizado a cada minuto] por um comentário MUITO, mas MUITO maldoso que ele fez naquele site onde todo mundo escreve meia dúzia de caracteres.
"Agora no TeleCine KingKong, um macaco q depois q vai p/ cidade e fica famoso pega 1 loira. Quem ele acha q e? Jogador de futebol?"
Pegou sujo. Do kingKong ninguém fala ok. NINGUÉM.
Engraçado, até então o cara era a revelação do humor na atualidade. Enquanto ele tava tirando sarro do Padre, do Bigode e dos artistas tudo bem, mas quando ele começa a falar das pessoas que estão ao nosso redor o leão fica bravo.
É incrível como o brasileiro segue em sua mania de intocável. Enquanto falam dos gays na ZorraTotal, está tudo bem. Enquanto falam dos caipiras no ShowdoTom tudo bem. Mas chegou no twitter e falou de uma parcela da população que de minoria não tem nada. "É Preconceito. Menino mal, não te deram educação?".
Nem gosto de falar de educação. Ainda mais do idiota do Danilo Gentili. Mas ao menos ele assume que é. Não usa da mídia que ele venceu pra posar de carioca surfista à beira de Copacabana.
O Danilo teve todos os motivos pra desistir de se tornar o ícone que é, mas nunca teve que apelar pra uma história que ele não viveu. Imagina se ele chegasse na inscrição da faculdade e dissesse " Eu quero 33, 3% a mais de pontos porque meu avô, por parte de tio, levou um soco no olhos esquerdo de um gaúcho latifundiário." Mas dessa fala pra "Inscrição de afrodescente" não há diferença alguma.
O Gentili sabe o que é ser minoria. Ser um idiota um pouco mais inteligente que a maioria dos idiotas não é fácil. Além do mais, ele não teve nenhuma cota pra continuar vivo após a morte de seu pai, continuar vivo após uma universidade tosco, continuar vivo após estágiário de um shopping, continuar vivo vivendo apenas das coisas que ele fez e conquistou.
Não sei se vocês viram. Digitem no google de novo. Danilo Gentili. Vai aparecer um link sobre ele ser preso em Assis. A polícia prende. O Ministério Público defende. Ambos são de um mesmo Poder, o Público. Ele foi preso por estar disfarçado de mendigo.
Quanto preconceito com os mendigos. Espero que Hélio de la Peña POSSA encontrar uma falha no contrato de vida e morte com a Globo pra poder rir dessa piada.
Deveria haver cotas para pessoas inteligentes.
sábado, 31 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Diz.
Eu nao queria estar escrevendo. A pena pode acabar borrando o texto mais bonito que já fiz, o tinteiro pode cair sobre o papel e
um ano de história.
Insisto.
A cada arranhão que você ousa causar em mim, cai um trecho de tua coragem. Durante meses, não soube o que fazer com tal sentimento, que forrava o chão de sangue e de você. Quase me afogando em nós, descobri que essa coragem podia tapar as feridas que foram abertas e mesclar-se a minha pele, formando uma espécie de armadura tua em mim.
Fui colhendo peça a peça de teu ousar, pondo sobre as chagas. A dor era lacerante, vinha de braços, coração e olhos, à mente, à boca e pulmões, estufando veias e me fazendo mal. Mas insistia, seguia como se fosse a única alternativa.
Éramos nós, eu ou você.
Hoje, vejo que esse revestimento já está quase completo. Já nem há vermelho no chão e tuas unhas estão cada vez mais gastas. Entrei nesse jogo debilitado e saio como você. Posso enfrentar qualquer desculpa que venha a nos atrapalhar, qualquer peça que queira sair do tabuleiro, qualquer trem de ferro que ultrapasse nosso caminho.
Hoje sei que sou forte, igual a você.
Que venha o mundo, meu bem.
um ano de história.
Insisto.
A cada arranhão que você ousa causar em mim, cai um trecho de tua coragem. Durante meses, não soube o que fazer com tal sentimento, que forrava o chão de sangue e de você. Quase me afogando em nós, descobri que essa coragem podia tapar as feridas que foram abertas e mesclar-se a minha pele, formando uma espécie de armadura tua em mim.
Fui colhendo peça a peça de teu ousar, pondo sobre as chagas. A dor era lacerante, vinha de braços, coração e olhos, à mente, à boca e pulmões, estufando veias e me fazendo mal. Mas insistia, seguia como se fosse a única alternativa.
Éramos nós, eu ou você.
Hoje, vejo que esse revestimento já está quase completo. Já nem há vermelho no chão e tuas unhas estão cada vez mais gastas. Entrei nesse jogo debilitado e saio como você. Posso enfrentar qualquer desculpa que venha a nos atrapalhar, qualquer peça que queira sair do tabuleiro, qualquer trem de ferro que ultrapasse nosso caminho.
Hoje sei que sou forte, igual a você.
Que venha o mundo, meu bem.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Este lado para cima.
Se a cada riso que te entrego perco dois, por que continuo escrevendo em você, céu?
Por que me escolheu pra contrariar tudo?
Se sabia que eu era fraco, era bobo, por que decidiu transformar minhas exclamações azuis quase certas em tortos pontos de interrogações vermelhos?
Se sabia que eu me apagaria após a primeira onda, por que me pôs na praia?
Se meu grito nunca foi mais forte que um rémaior, por que me escolheu pra cantar?
Se meus pés mal sabem andar, por que me chamou pra dançar?
Se você, céu, sempre está negro, por que me deu tinta preta?
Se tudo que eu venci está condicionado, por que não perdi?
Se todas as palavras que eu ganhei mal formam uma frase, por que insiste em mentir?
Se a mulher que eu amo não está aqui, por que rí?
Se as pessoas que um dia me juraram eternidade se mesclaram nas tuas nuvens, por que não chove?
Se meu rei sempre cai, por que insiste em jogar comigo?
---
Por que não volta a ser azul? *
Por que me escolheu pra contrariar tudo?
Se sabia que eu era fraco, era bobo, por que decidiu transformar minhas exclamações azuis quase certas em tortos pontos de interrogações vermelhos?
Se sabia que eu me apagaria após a primeira onda, por que me pôs na praia?
Se meu grito nunca foi mais forte que um rémaior, por que me escolheu pra cantar?
Se meus pés mal sabem andar, por que me chamou pra dançar?
Se você, céu, sempre está negro, por que me deu tinta preta?
Se tudo que eu venci está condicionado, por que não perdi?
Se todas as palavras que eu ganhei mal formam uma frase, por que insiste em mentir?
Se a mulher que eu amo não está aqui, por que rí?
Se as pessoas que um dia me juraram eternidade se mesclaram nas tuas nuvens, por que não chove?
Se meu rei sempre cai, por que insiste em jogar comigo?
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Por que não volta a ser azul? *
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